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PORTFÓLIO

Rogério Guilherme atua no cenário musical de Florianópolis desde 1996. Por oito anos, conduziu o Coral do Tribunal de Contas de Santa Catarina, do qual foi o regente-fundador.

Uma de suas características é a emissão vocal adequada ao estilo da música interpretada - a voz é lírica somente quando o repertório assim o exige.

Em novembro de 2014, cantou no espetáculo "Chico Buarque: com açúcar com afeto", produzido pelo Estúdio Vozes.

"Batidores" em Chico Buarque: com açúcar, com afeto
Participou do show "Acordes de uma vida" do cantor Guilherme Botelho da Silveira, interpretando duas peças, "Amazing Grace" e "Hasta mi final", em quarteto vocal, ao lado do anfitrião, Giovane Pacheco e Leonardo Bezerra.


Show "Acordes de uma vida"
Atuou como consultor de produção e cantor em "A Luz do Teu Sorriso", espetáculo que recebeu o Prêmio Especial do Instituto Guga Kuerten em 2014.


Show "A Luz do teu Sorriso"

Participou do Polyphonia Khoros na montagem da ópera "Carmen" de Bizet, com produção da Cia de Ópera de Santa Catarina, direção artística de Mércia Mafra Ferreira, direção cênica de Antônio Cunha e regência do Maestro Jeferson Della Rocca. As apresentações ocorreram de 14 a 17 de novembro de 2013, no Teatro Ademir Rosa do Centro Integrado de Cultura.

Ópera "Carmen" - 1º Ato
Duas de suas composições foram selecionadas para o Concurso de Músicas de Carnaval de 2014, promovido pela Prefeitura Municipal de Florianópolis: a marchinha "Celeste", inspirada na minissérie "Amores Roubados" da Rede Globo, e a marcha-rancho "O bem do abraço", esta em parceria com Débora Machado, que a interpretou no concurso.

"Celeste" no Concurso de Músicas de Carnaval de Florianópolis 2014
Pelo centenário de nascimento do Poeta Vinícius de Moraes, concebeu com Rute Gebler e co-produziu com o Estúdio Vozes o espetáculo "Se todos fossem iguais a você - 100 anos do Poetinha", levado à cena no Teatro Álvaro de Carvalho em 24 de outubro de 2013.

"Serenata do Adeus" no show "Vinícius de Moraes: 100 anos do Poetinha"
Para celebrar o Dia das Mães de 2013, concebeu e produziu o show "Para minha mãe, com amor", com canções brasileiras que, de alguma forma, remetem o público a sua infância, ao seio de suas famílias, ao coração materno. Cantou o repertório ao lado de sua amiga de infância Débora Machado.

Interpretou o Hino Nacional Brasileiro no III Hana Matsuri celebrado em Florianópolis, ao lado da soprano Masami Ganev, que cantou o Hino do Japão, na Praça Getúlio Vargas, em 6 de abril de 2013.

Em 12 de Dezembro de 2012, produziu e dirigiu Recortes da Broadway", no Teatro Ademir Rosa do Centro Integrado de Cultura, considerado por Moacir Pereira um "espetáculo para ficar na história". O cantor também atuou em algumas das cenas inesquecíveis do teatro musical na montagem que concebeu. O espetáculo foi reapresentado em 26 de junho de 2013, com renda destinada ao Projeto Novo Rumo da Udesc/Esag, para profissionalização de moradores em situação de rua.

"Singing in the rain" no musical Recortes da Broadway
Em 2011, produziu o show "Recortes", apresentado no Auditório do Tribunal de Contas de Santa Catarina, com a participação do Pianista Luiz Gustavo Zago, cantores do Coral Hélio Teixeira da Rosa e Banda Descontrole Interno (composta por servidores do TCE/SC).

Rogério Guilherme integrou o Grupo Engenho, em 28 de agosto de 2011, no show que marcou o retorno do mais original grupo de música popular catarinense, durante o II Festival de Música da UFSC.


Show do Grupo Engenho no II Festival de Música da UFSC
Além de participações como solista da Orquestra Sinfônica Municipal, SC Brass Quintet, e de outras formações instrumentais, participou do espetáculo "Piano Voci" ao lado de grandes solistas de Florianópolis - Rute Gebler, Cláudia Todorov, Schäefer Jr e Bernardete Castelan Póvoas -, no Teatro da Ubro, em 26 de Abril de 2011.

No espetáculo "Operetas em Noite de Gala", produzido pelo Estúdio Vozes e patrocinado pela Lei de Incentivo Municipal, em 02 de Dezembro de 2010, interpretou a ária "Komm, Zigány" da opereta Grafin Mariza (de Emmerin Kalman), além de duetos e outras participações encenadas no Teatro Menino Jesus.


Espetáculo "Operetas em noite de gala"
Em 2009, participou da montagem da ópera "O Barbeiro de Sevilha" de Rossini, realizada pela Pró-Música de Florianópolis e, ainda, dos espetáculos "Auto da Conquista", obra de Osvado Ferreira de Melo sobre a colonização açoriana na Ilha de Santa Catarina, e "Rute Gebler: 40 anos de amor a Florianópolis" - quando interpretou "My Way" e "Libiamo ne' lieti calici" (da ópera La Traviata) - ambos produzidos pelo Estúdio Vozes.


Auto da Conquista
Em agosto desse ano, juntamente com o Centro Cultural Escrava Anastácia, produziu o espetáculo "Livre, Leve & Solto", apresentado no Teatro Álvaro de Carvalho. Regeu o coral nas interpretações das peças que formam seu repertório intitulado "Cidadão da Paz" e cantou "Tente Outra Vez" de Raul Seixas. O evento contou com a participação do Pianista Luiz Gustavo Zago, da Soprano Cláudia Todorov, da Cantora Elisabeth Cantelli e de uma banda composta por servidores e coralistas do TCE. Toda a renda do show foi revertida em prol da Cooperativa Solto, uma obra social mantida pelo Padre Wilson Groh.
Espetáculo "Livre, Leve & Solto"
Na condução de seu trabalho coral, produziu e regeu, ainda, o show "Cantos de Nossa Terra", levado ao palco do Teatro da Ubro pelas comemorações do aniversário de Florianópolis e à Beira-Mar Norte, por ocasião da Mobilização contra Corrupção promovida pelo Ministério Público e Tribunal de Contas de Santa Catarina, dentre outros parceiros (Março/2009).

DEMOS:
Clicando sobre o nome das músicas, você poderá ouvir interpretações de Rogério Guilherme:

1. "Celeste" (Marchinha de Carnaval composta por Rogério Guilherme
2. "Can You Feel The Love Tonight?" (tema do filme "O Rei Leão")
3. "Ave Maria" de Schubert
4. Hino Nacional Brasileiro
5. Canto da Despedida (de Osvaldo Ferreira de Melo)
6. Trenzinho Caipira (Villa-Lobos & Ferreira Gullar)

SUGESTÕES DE REPERTÓRIO PARA CASAMENTOS:

Clicando aqui, você acessa as sugestões de Rogério Guilherme para cada um dos momentos da cerimônia religiosa.

Histórico - 2005 a 2008

Visando desenvolvimento do personagem Monostatos da ópera “A Flauta Mágica”, de Mozart, recebeu orientação vocal do Professor do Conservatório Nacional do Rio de Janeiro, Ricardo Tuttmann (Jan/2005);

Em fevereiro de 2005, participou do IV Encontro Brasileiro de Canto, em São Paulo. Durante a masterclass ministrada por Marwin Keenze (EUA), uma das atividades do evento, teve sua performance vocal elogiada pelo ministrante e por professores de técnica vocal presentes, como a ilustre Professora de canto Vera do Canto e Melo
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Produziu o evento “ABC Encanta”, em conjunto com o Estúdio Vozes, coordenado pela Soprano Rute Gebler, que incluiu a oficina de canto “Vocal Power”, da Professora Vera do Canto e Melo (Jul/2005). Recital de Música Brasileira no Teatro Menino Jesus e Café Musical no Lira Tênis Clube, com renda revertida para filantropia, foram as outras atrações do evento.

- Café Musical no Lira Tênis Clube -

(com alguns integrantes do Coral Hélio Teixeira da Rosa)

Produziu, participou como cantor e regeu a 2a. Edição do espetáculo “Musipratos”, com temática italiana, no Clube Doze de Agosto (Out/2005). O evento reuniu 500 pessoas e teve toda a renda destinada à filantropia.

Participou de oficina de canto com a Mestre, formada pelo Royal Northern College of Music, cantora Denise Sartori, em Florianópolis, no Clube Doze de Agosto (Jan/2006) e do espetáculo “Encontro com a Lua”, promovido pelo Estúdio Vozes, no Bistrô do Hotel Quinta da Bica d’Água (Ago/2006).

- "Encontro com a Lua" -

Produziu, participou como cantor e regeu a 3a. Edição do espetáculo “Musipratos”, com temática da imigração açoriana, no Clube Doze de Agosto (Set/2006). O evento que reuniu 600 pessoas e teve toda a renda destinada à filantropia, foi a inspiração para a gravação do primeiro CD do Coral do TCE/SC.

Participou da montagem da ópera “Rigoletto”, da Pró-música de Florianópolis, com a Orquestra Camerata, sob a regência do Maestro Jeferson Della Rocca, sendo doppione do papel-título (Nov/2006).

Produtor, regente e cantor solista do CD do Coral Hélio Teixeira da Rosa do Tribunal de Contas de Santa Catarina, com músicas catarinenses, participação de músicos locais e, nas faixas bônus que contém os Hinos Nacional e do Estado, da Banda da Polícia Militar de Santa Catarina (Fev-Ago/2007).

Para ouvir algumas faixas do CD clique nos títulos:
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Faixa 6: "Maria"
Faixa 12: "Lundum"
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Nesse período cantou em inúmeras cerimônias civis e religiosas, como na posse do Presidente do Tribunal de Contas de Santa Catarina, Conselheiro José Carlos Pacheco (Fev/2007), nas Bodas de Ouro do casal Maria Laura e Walberto Schmidt (Dez/2007) e no casamento de Manuela Fontoura Berger com Isau da Silveira (Ago/2008).

Histórico até 2004

Rogério Guilherme é um cantor florianpolitano e começou seus estudos musicais em 1992, após concluir o curso de graduação em Administração, pela Universidade Federal de Santa Catarina. Suas realizações anteriores incluem o Curso Preparatório de Oficiais do Exército Brasileiro (1984) e o ingresso na carreira do Serviço Público Estadual (1986). Com a vinda de seu filho Gregory (1988), teve início, o que para ele é sua mais gratificante missão - a paternidade.

Em seu cotidiano concilia atividades familiares, uma rotina de exercícios físicos e outra de exercícios vocais, além de suas atribuições como Regente do Coral do Tribunal de Contas de Santa Catarina, desde 2002, após oito anos (1994-2002) como Auditor Público dessa entidade, com curso de pós-graduação realizado na UFSC (1998).

A busca pelo aprimoramento vocal, iniciada com os Sopranos Priscila Stradiotto (atualmente nos Estados Unidos) e Claudia Todorov (1995) ambas especialistas em Educação Musical (UDESC), conta com orientações do Soprano Rute Gebler (1996-2002), do Tenor Sérgio Sisto (1999-2001), do Barítono Rio Novello (2001), do Soprano Elaine Boniolo (2003), pós-graduada em Didática do Canto (Weimar-Alemanha), do Tenor Luiz Fernando Vieira, Especialista em Performance em Canto e Piano (EMBA/PR) e do Tenor Ricardo Tuttmann, Mestre em Canto pela UFRJ e Professor do Conservatório Brasileiro de Música (2003 e 2005), além de passagens pela Oficina de Ópera Studio da Soprano Internacional Neyde Thomas, durante o Festival de Música de Curitiba, em 1999 e pelo Stúdio de Canto Hilton Prado, no Rio de Janeiro (2003).

Em 2000, instigado pelo Diretor Norberto Rozenfeld (Argentina), na criação do personagem Buff da ópera "O Diretor de Teatro" de Mozart, montada pela Companhia da Ilha, descobriu que voz e corpo são inseparáveis e a partir de então vem buscando ampliar seus limites corporais. Fez experimentações com algumas modalidades de dança, que culminou com um curso de sapateado coordenado pela professora Bia Mattar (São Paulo), em 2002. Ainda para performance atoral cursou (como disciplina isolada) Improvisação Teatral, ministrada pela Atriz e Mestra Bia Braga (UFMG), em curso de especialização da UDESC (2000) e participou de Oficina de Clown (2001), ministrada por Márcio Corrêa, da Legião de Palhaços de Florianópolis (Licenciado em Artes Cênicas pela UDESC).

Dentre outras apresentações, participou como solista de espetáculos anuais, intitulados "Vozes da Primavera" que levaram à cena "highlights" da Ópera Carmen (1996) e adaptações dos musicais da Broadway "West Side Story" (1997), "My Fair Lady", no papel de Freddy Hill (1998) e "The Sound Of Music", como o carteiro Rolf Gruber (1999). Nas produções dos anos seguintes, o espetáculo teve como temática os grandes musicais do cinema e Rogério Guilherme reviveu Che Guevara em "Que grande circo, que grande show", de "Evita" (2000) e os personagens de Gene Kelly nas cenas "Singing in the rain", do filme homônimo (2001) e "The Worry Song" - Canção do mau-humorado (2002), do filme "Marujos do Amor" (Anchors Awey) recriando duas das seqüências mais comentadas do cinema internacional. Esses espetáculos produzidos pelo Estúdio Vozes de Florianópolis foram, consecutivamente, os recordistas de público do Teatro do Centro Integrado de Cultura.

Interpretou, também, José de Arimatéia no "mega-espetáculo músico-teatral" Auto da Estrela Guia, em 1998, encenado em Praça Pública, sob a direção de Mário Santana (Rio de Janeiro), (reapresentado em Dezembro de 2003). No gênero infantil, fez parte do elenco (ao lado de seu filho) do musical "A Arca que não é", espetáculo dirigido por Rafael Pereira Oliveira, convidado a abrir o Festival Nacional de Teatro Isnard Azevedo (mostra infantil), em 1999.

No primeiro semestre de 2.001, viabilizou a vinda mensal do Tenor e Maestro Sérgio Sisto (Porto Alegre), produzindo três "oficinas", onde foram ministradas aulas de técnica vocal aos cantores interessados em adquirir conhecimentos práticos da técnica operística.

Para aprimoramento de suas atividades como Regente do Coral do Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina, do qual é fundador, participou do IX Curso Internacional de Regência Coral do Rio de Janeiro e dos coros das Óperas Madamme Butterfly de Puccini (2002) e Carmen de Bizet (2003), a primeira sob regência de Yon Bressan (OSPA) e a segunda sob regência do Maestro Jeferson Della Rocca (Camerata Florianópolis), ambas realizadas pela Pró-música de Florianópolis. Integrou o naipe dos tenores do Polyphonia Khoros regido por Mércia Mafra Ferreira, o mais prestigiado coro de Santa Catarina, durante o ano de 2003, apresentando em cidades catarinenses o espetáculo intitulado "Polyphonia a capella".

Em 2004, participa da montagem de uma segunda versão da Ópera "O Diretor de Teatro", desta vez sob direção cênica de Antônio Cunha (Grupo Armação) e regência do Maestro Jeferson Della Rocca (Orquestra Camerata de Florianópolis), tendo sua atuação elogiada por cantores e atores presentes.

Seguindo os ideais de arte & filantropia do "Vozes da Primavera", a partir de 2004 coordena e dirige o espetáculo Musipratos - à brasileira, com sucesso de público e renda destinada à Sociedade Vida e Movimento que mantém uma escola para portadores de necessidades especiais.

O Regente

Após uma apresentação na solenidade de abertura do VI Simpósio Nacional de Obras Públicas, promovido pelo Tribunal de Contas de Santa Catarina, que constou da interpretação dos Hinos Nacional e do Estado, Rogério Guilherme foi convidado pelo Presidente dessa Corte de Contas a formar um coral de servidores. Apesar de não ter experiência anterior como regente, o cantor encarou o desafio de fazer da música uma atividade para "reforçar o espírito de solidariedade e amizade dentro da instituição e do bem estar do servidor".

O coral dos servidores do Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina foi instituído, decorridos seis meses de atividades experimentais, pela Resolução TC-06/2002 de 02 de setembro de 2.002, que o designou Coral Hélio Teixeira da Rosa - uma homenagem ao saudoso maestro catarinense, pesquisador da história musical do Estado e ex-servidor da Casa Catarinense de Contas.


Desde a sua criação o Coral Hélio Teixeira da Rosa vem surpreendendo sua comunidade com a determinação de se consolidar como um propagador das culturas catarinense e brasileira, tarefa que exige zelo tanto na escolha do repertório, quanto na instrumentalização de seu cast - haja vista que 66% de seus integrantes não possuíam qualquer conhecimento musical, ao ingressar no grupo. Atualmente, o coral é integrado por 28 cantores, servidores e amigos do TCE de Santa Catarina.


Dentre as apresentações do Coral Hélio Teixeira da Rosa destacam-se as realizadas no lançamento da obra Ética, Governo e Sociedade, do Acadêmico Salomão Ribas Júnior (18a. Feira do Livro, realizada no Beira Mar Shopping - Set/2003); Sessão Solene de comemoração do centenário de nascimento de Osvaldo Rodrigues Cabral, na Assembléia Legislativa (Set/2003); Abertura da IV Semana do Servidor Público Estadual, promovida pela Secretaria de Estado de Administração (Out/2003); VI Simpósio Nacional de Obras Públicas, realizado na cidade de Gramado/RS (Nov/2003); Musipratos à Brasileira (Out/2004); Serenatas de Natal nos Hospitais Celso Ramos e Regional de São José (Dez/2004); Recital da Associação Brasileira de Canto de Santa Catarina (Jul/2005); Café Musical da ABC Encanto (Lira Tênis Clube, Jul/2005); Comemoração do Dia do Profissional do Direito no TRT de Florianópolis (Ago/2005); Musipratos à Italiana (Out/2005); Concerto em Comemoração aos 50 anos do TCE/SC, acompanhado da Orquestra Sinfônica do Estado de Santa Catarina (Teatro Álvaro de Carvalho, Nov/2005); III Encontro de Corais promovido pelo Tribunal de Contas do Município de São Paulo (Nov/2005); Serenatas de Natal no Auditório do Ministério Público de Santa Catarina e Cevahumos (Dez/2005) e no Simpósio Internacional sobre Corrupção, promovido pelo Instituto Ruy Barbosa no Centro Sul Eventos, em Florianópolis (Mar/2006).

A passagem pela Ópera

O Diretor de Teatro de Mozart

Convidado a substituir um barítono no singspiel "O Diretor de Teatro", Rogério Guilherme realiza seu primeiro trabalho como ator. Até então seu treinamento corporal limitava-se, basicamente, à reproduzir personagens de cenas imortalizadas do cinema musical. Dessa vez, o desafio era bem diferente: a criação de um personagem a partir de uma única referência material: o texto.

A ópera "O Diretor de Teatro" é uma sátira, composta em forma de singspiel (canto intercalado por partes faladas), que narra a história de um velho diretor de teatro, Senhor Scrupples, que, frustado por seus consecutivos insucessos, deseja aposentar-se e se tornar fazendeiro. Ele possui um auxiliar, Buff, que tenta mantê-lo na ativa e o bombardeia constantemente com propostas que visam ganhar dinheiro, ludibriando o público. A este soma-se um banqueiro, Senhor Angel, que, a pretexto de financiar uma ópera, pede ao diretor que aceite como protagonistas suas duas amantes: uma jovem cantora ambiciosa, Miss Silberklang e uma prima dona em decadência Madame Hertz. Na história revela-se o confronto entre, de um lado, a mesquinharia e os interesses particulares e de outro, o idealismo e o amor pela arte. A primeira montagem foi realizada pela Companhia da Ilha em 2000, sendo reapresentada em 2001, com direção de Norberto Rozenfeld. Em 2004, a encenação privilegiou a tradução do texto original em inglês e foi dirigida por Antônio Cunha (dramaturgo, diretor e ator).

Buff por Rogério Guilherme

Buff é um vaidoso assistente que prefere estar no palco exibindo dotes vocais que ele crê possuir. Interessado em se dar bem, liga-se instantânea e superficialmente a quem possa garantir bons retornos financeiros. Vê o teatro como um misto de vitrine e máquina registradora. O desenvolvimento do personagem partiu de experiências de teatro físico com Norberto Rozenfeld, tendo como ênfase a mobilidade corporal para distrair e ludibriar as demais personagens, enquanto elabora soluções para alcançar sucesso em seus intentos de viabilizar a temporada.

Com Antônio Cunha, o ator dinamizou o personagem, deixando-o mais astuto e presente durante todo o desenrolar da trama.

Vozes da Primavera (1996 à 2002)

O Espetáculo "Vozes da Primavera" é uma produção anual da Associação Estúdio Vozes, coordenada pela Soprano Rute Gebler, que congrega cantores profissionais e amadores de Florianópolis, criando espaço e oportunidade para artistas e profissionais das mais diversas áreas cênicas. Desde a sua criação, este espetáculo tem uma característica de cunho social, onde os cantores colocam o seu Dom vocal a serviço de entidades beneficentes. Têm sido o recordista de público do maior teatro de Florianópolis, Ademir Rosa do Centro Integrado de Cultura.

Produções da Áprika

AUTO DA ESTRELA GUIA (NATAL DE 1998 E DE 2003)

Baseado na idéia dos autos medievais, o espetáculo produzido pela Áprika Produções em Arte, foi concebido em forma de estações a céu aberto - Peregrinação dos Reis Magos; Heródes e "as forças do mal" e; a estação da manjedoura, onde acontece o clímax da encenação. Para aproximar as tradições da Ilha de Santa Catarina às festividades natalinas, o figurino contou com elementos locais, como a renda, as peças de tear, conchas, redes de pesca, por exemplo; o enredo introduziu como as forças contrárias ao divino, as bruxas do imaginário local; um grupo tradicional de Terno de Reis celebrou o nascimento do Salvador.
A música original foi composta por Jeferson Bitencourt e a primeira encenação dirigida por Mário Santana.

"A ARCA QUE NÃO É" (1999)
Espetáculo musical baseado em composições de Toquinho e Vinicius de Moraes, da série A arca de Noé. O espetáculo co-produzido pelo Estúdio Vozes e Áprika Produções em Arte, estreou no dia mundial da ecologia e do meio ambiente (5 de junho). Focas, palhaços, patos e galinhas juntam-se ao leão, ao macaco e à girafa, entre outros, para acompanhar a viagem de um grupo de crianças que brinca de inventar novos espaços e personagens, num divertido jogo de faz-de-conta instigado por uma porta que as convida para entrarem no mundo da imaginação.

Rogério Guilherme tem o prazer de integrar o elenco ao lado de seu filho, Gregory. O cantor interpreta um pato patinador na canção "O Pato" e um profeta, ao encerrar o espetáculo com a canção "A arca de Noé".